quinta-feira, 21 de maio de 2015

Um orgasmo por dia pode reduzir o risco de câncer de próstata em 20%, revela estudo com 32.000 pacientes


Ter orgasmos regularmente pode reduzir o risco de câncer de próstata, revelou um estudo. Os homens que ejaculam com mais regularidade ao longo de suas vidas reduzem em até 20% o risco da doença. Os pesquisadores, da Harvard Medical School, não explicaram o motivo pelo qual os orgasmos poderiam reduzir o risco de câncer de próstata. No entanto, já foi anteriormente teorizado que orgasmos regulares podem expulsar substâncias cancerígenas na próstata.

Outra teoria é que, se o esperma é limpo regularmente ao sair, para permitir que novas células se desenvolvam, ele ajuda a impedir o acúmulo de células velhas que podem ser mais propensas a tornarem-se cancerígenas.

A próstata é uma pequena glândula localizada entre o pênis e a bexiga, cuja principal função é produzir um líquido branco espesso que é misturado com o esperma produzido pelos testículos, para criar o sêmen. O novo estudo é o maior já realizado sobre a frequência de ejaculação em relação ao câncer de próstata. Os pesquisadores descobriram que os homens na faixa etária entre 40 e 49 anos que ejaculam 21 vezes ou mais por mês reduziram seu risco de câncer de próstata em 22%. A comparação foi com os homens que ejaculam de 4 a 7 vezes por mês.

O estudo acompanhou quase 32.000 homens saudáveis ​​por 18 anos, sendo 3.839 diagnosticados com câncer de próstata, posteriormente. Os homens foram questionados sobre a sua frequência mensal média de ejaculação, entre as idades de 20 a 29, 40 a 49 e, em 1991, ano anterior ao questionário. Eles descobriram que, quanto mais frequentemente um homem ejaculou ao longo de sua vida, menor foi seu risco de câncer de próstata em todos esses três períodos de tempo, mesmo com dietas e métodos de prevenção conhecidos sendo realizados.

Jennifer Rider, da Harvard Medical School e do Brigham and Women’s Hospital, disse que os resultados são promissores, mas devem ser interpretados com cuidado. “Ainda que estes dados sejam os mais convincentes sobre o benefício potencial da ejaculação no desenvolvimento do câncer de próstata, são dados observacionais e devem ser interpretados com cautela. Ao mesmo tempo, dada a falta de fatores de risco modificáveis ​​para o câncer de próstata, os resultados deste estudo são particularmente encorajadores”, relatou. Ela acrescentou que mais pesquisas devem ser realizadas para analisar as mudanças específicas na próstata causadas pela ejaculação, para entender como acontece a redução do risco de câncer de próstata.


A pesquisa foi apresentada na reunião anual da Sociedade Americana de Urologia, em Nova Orleans, EUA. Mais de 1,1 milhões de casos de câncer de próstata foram registrados em 2012, correspondendo a cerca de 8% de todos os novos casos de câncer e 15% apenas entre os homens, de acordo com dados do Cancer Research Fund International World. As causas do câncer de próstata são em grande parte desconhecidas, mas as chances de desenvolver a doença aumenta ao passar dos anos.

Fonte: http://www.jornalciencia.com/

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Retrocesso da educação ao longo dos últimos 60 anos

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. 
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. 
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. 
Por que estou contando isso? 
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( ) SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
7. Em 2010 ....:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)
- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante! Se você acha viável.
Isso não é corrente!!. 
Precisamos começar JÁ! 
Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!
Entende por que o Ideb
 caiu?!?
Que tristeza.
Fonte: Facebook.

domingo, 17 de maio de 2015

Projeto Floresta Apícola

Por Edna Ferreira / Jornal da Ciência – SBPC

Projeto Floresta Apícola quer ajudar também na geração de renda de forma sustentável
As abelhas são um dos insetos mais importantes para a natureza e para a humanidade. Os cientistas estimam que elas são responsáveis por quase 80% da polinização das plantas cultivadas do planeta. A polinização é um processo importante na formação de frutos em diversas plantas, que se transformam em alimento para o homem. Mas como atrair as abelhas para que elas realizem esse trabalho e ao mesmo tempo ajudar áreas degradadas?
Pesquisadores do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) estão desenvolvendo o projeto Floresta Apícola que é uma ação de restauração ambiental por meio de formação de áreas florestais com plantas apícolas, aquelas fornecedoras de néctar e pólen em grandes quantidades, sendo intensamente visitada por abelhas. O objetivo do projeto é restabelecer os serviços ambientais realizados pelas abelhas em áreas degradadas integrada à geração de renda de forma sustentável.
O engenheiro florestal Ronaldo Fernandes Pereira, com doutorado em Biotecnologia dos Recursos Naturais, é o coordenador geral do projeto e explica que as mudas das plantas nativas serão produzidas de forma convencional (por meio de sementes), forma assexuada e por meio de técnicas biotecnológicas. “Trabalhamos para a restauração de ecossistemas degradados no semiárido e na floresta atlântica; para a implantação de áreas destinadas à produção apícola e, além disso, buscamos definir os protocolos de propagação de plantas nativas apícolas”, afirmou.
O projeto ainda está bem no início, pois começou em fevereiro deste ano, no entanto os pesquisadores estão otimistas quanto aos resultados e benefícios. “O trabalho se encontra na fase de coleta dos explantes vegetativos (tecido vegetal), sementes e produção por sementes de mudas e preparando a área biotecnológica para iniciar os trabalhos”, explicou Pereira, que é pesquisador da CODEVASF – Cia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.
O projeto está funcionando em duas áreas iniciais nos municípios sergipanos de Estância e Poço Redondo. Nesses espaços, os pesquisadores estão trabalhando com várias espécies do semiárido: aroeira do sertão, aroeirinha da praia, pau pombo, sucupira, ipês, barriguda, cedro rosa e cedro do sertão, ouricuri, palmeiras nativas, maria preta, gêneros cordias (folha larga), umburana de cheiro e umburana de cambão, umbu, cajá, cajarana, pinhas nativas.
O primeiro benefício do projeto é a definição de protocolos para plantas nativas recalcitrantes ou resistentes, buscando ter condições de propagar essas espécies durante todo o ano. Segundo poder ter protocolos de cultura de tecido para plantas nativas brasileiras com a simples finalidade de propagar a biodiversidade, assegurando a conservação ex-situ [isto é, fora do local de origem] de materiais genéticos específicos. Também pretendemos iniciar um processo educativo mostrando que é importante implantar áreas florestais com finalidade para produção de mel, pólen e própolis, propagando assim os serviços ecossistêmicos ligados a cadeia apícola”, detalhou o coordenador do projeto.
Continuidade na restauração
De acordo com o engenheiro florestal Ronaldo Pereira o projeto atual é uma continuidade do Projeto Frutos da Floresta que foi financiado pela Petrobras e encerrado em 2014, que buscava realizar ações ambientais e de restauração, buscando tecnologias para a propagação de plantas em especial no semiárido. “O projeto Frutos da Floresta foi elaborado para uma execução de 20 anos, assim foi-se elaborando subprojetos dentro das ações já estabelecidas visando a continuidade do processo. Assim surgiu o Floresta Apícola”, contou. Atualmente, os recursos são de aproximadamente 400 mil reais e vem de um edital público nacional do Ministério da Justiça.
Pereira explica a importância de o projeto ser desenvolvido no SergipeTec. “Estamos trabalhando aqui porque o SergipeTec ter uma das melhores biofábricas do nordeste, destinada a atender as demandas socioambientais do estado, ou seja, sem uma visão exclusivamente comercial, mas compartilhada desde que as necessidades de politica do Estado possam ser atendidas pelo sistema. Com isso formou-se uma tripla parceria com a Companhia de desenvolvimento dos Vales do São Francisco, Instituto Brasileiro de Ecologia e Sustentabilidade (IBES) e SergipeTec, com a visão de buscar alternativas de restauro ambiental integrada a sustentabilidade social de comunidades rurais”, disse
Sobre o SergipeTec
O Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) é uma associação privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Organização Social Estadual. Hoje, abriga mais de 21 empresas, três incubadoras de empresas e seis instituições de pesquisa, gerando mais de 200 empregos diretos.
Tem a missão de promover o empreendedorismo, visando a inovação, a competitividade e a geração do conhecimento, trabalho e renda, através de: indução de sinergia entre empresas, governo, academia e organizações de suporte e fomento; fornecimento de serviços de valor agregado; qualificação contínua do território.
Atua no fomento à criação de empresas de base tecnológica e à construção de redes de relacionamentos que envolvam agentes do processo produtivo, da geração, do conhecimento, do ensino, da pesquisa e da inovação. Trabalha em conjunto com a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia – SEDETEC, fazendo parte do sistema de inovação do Estado. 
Publicado no Portal EcoDebate, 15/05/2015

Obs.: grifei trecho.