quarta-feira, 23 de julho de 2014

Amazônia Legal: Imazon detecta 843 quilômetros quadrados de desmatamento em junho de 2014


Em junho de 2014, o SAD detectou 843 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal com uma cobertura de nuvens de 30% do território. Isso representou um aumento de 358% em relação a junho de 2013 quando o desmatamento somou 184 quilômetros quadrados e a cobertura de nuvens foi de 12%.
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2013 a junho de 2014, correspondendo aos onze primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 1.690 quilômetros quadrados. Houve redução do desmatamento acumulado de 9% em relação ao período anterior (agosto de 2012 a junho de 2013) quando o desmatamento somou 1.855 quilômetros quadrados.
Em junho de 2014, a maioria (54%) do desmatamento ocorreu no Pará, seguido pelo Amazonas (16%), Rondônia (15%), Mato Grosso (14%) e Acre (1%).
As florestas degradadas somaram 48 quilômetros quadrados em junho de 2014. Em relação a junho de 2013 houve redução de 71% quando a degradação florestal somou 169 quilômetros quadrados. A maioria (44%) ocorreu no Pará, seguido por Rondônia (40%), Mato Grosso (13%) e Amazonas (2%).
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2013 a junho de 2014 totalizou 614 quilômetros quadrados. Em relação ao período anterior (agosto de 2012 a junho de 2013) houve redução de 58% quando a degradação florestal somou 1.462 quilômetros quadrados.
Fonseca, A., Martins, H., Soua Jr., C., & Veríssimo, A. 2014. Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal (junho de 2014) (p. 9). Belém: Imazon.

Boletim do Desmatamento (SAD) junho 2014

Baixe aqui o arquivo
Fonte: Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia
EcoDebate, 22/07/2014


Comentário: Caros amigos houvesse interesse do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE em proteger as florestas da Amazônia Legal, certamente, teria impedido que 843 quilômetros fossem desmatados. Justificamos: “uma área desse tamanho não se desmata do dia para a noite”. Será que o governo não tem mínimo interesse em aplicar a lei? Ou: será que no estado do Amazonas não tem POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL, SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE, IBAMA, OSCIP's, ONG's e cidadãos e cidadãs que pudessem exercer cidadania para denunciar os crimes, afinal, proteger o meio ambiente não é dever de todos? E diante das dificuldades, ninguém conseguiria copiar as imagens de satélite? Por fim, será que a Amazônia está descartada ambientalmente? Será que na campanha eleitoral que se aproxima, os candidatos farão tremular a bandeira da natureza? Eu peço desculpas por tantas perguntas, infelizmente, inevitáveis. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ilha brasileira foi fechada para visitação por ter cobras perigosíssimas cujo veneno derrete a carne humana

Imagine uma viagem para uma ilha repleta com 4.000 cobras, sendo que dentre elas está uma das serpentes mais perigosas do mundo? É a Ilha de Queimada Grande, que fica a cerca de 35 km da costa de São Paulo.
Na verdade, a ilha é tão perigosa que a visita a ela foi banida pelo governo brasileiro, apesar de já não ser muito famosa no quesito de turismo.
Essa ilha é o único lugar natural do mundo onde podemos encontrar aBothrops insularis, também chamada de Jararaca-Ilhoa, que é uma das mais perigosas por seu veneno letal. Ele é tão potente que ao entrar na circulação de uma pessoa, a mata em questão de duas horas, por provocar falência geral orgânica. Sua ação enzimática provoca a destruição e, literalmente, o derretimento da área mordida.
A espécie tem uma cor marrom misturada com dourado, cresce um comprimento médio de 70 cm, podendo atingir seu máximo de 118 cm. Ela recebe o nome também de “cabeça de lança” por conta do formato de seu crânio, característica única das cobras desse gênero. A sua taxa de mortalidade é de 7% e cai para 3% quando a pessoa é tratada a tempo. Sua dieta consiste principalmente de aves e lagartos, mas pode chegar também a fazer canibalismo com outras cobras.
A ilha é inabitada, exceto por uns poucos cientistas que possuem autorização para estudar algumas cobras. Ocasionalmente, aparecem alguns caçadores, que são conhecidos por capturar as cobras e vendê-las no mercado negro a mais de R$ 60 mil.
O curioso dessa cobra é o motivo misterioso que a fez tão mortal, já que ela não é muito diferente de suas irmãs continentais. A teoria predominante é que, há 11 mil anos, houve uma separação da ilha com o território brasileiro atual, deixando as serpentes na ilha com fontes limitadas de comida. Por isso, tinham de ser certeiras na morte de suas presas. Além disso, elas podem sobreviver até 6 meses sem alimentação.
Várias histórias giram em torno dessa assustadora ilha. Uma delas fala de um pescador que fundiu os motores de seu barco próximo de lá e foi encontrado alguns dias depois morto, cheio de mordidas de cobra dentro de seu barco. Outra conta sobre o último faroleiro que morou na ilha com a sua família e todos morreram por picadas de cobras em locais diferentes.
Ainda que bastante perigosa, a população de cobras da ilha tem sofrido uma redução nos últimos 15 anos devido à remoção de vegetação por estrangeiros e de doenças levadas por eles. Elas estão criticamente ameaçadas de extinção.


Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / WikipédiaCommons / Taringa /

QUA, 02 DE JULHO DE 2014 10:16
PRISCILA NAYADE -

Jornal da Ciência

sábado, 12 de julho de 2014

Canela poderia ajudar contra o Parkinson, depois de cientistas encontrarem substância que pode proteger o cérebro

A canela pode ser uma arma secreta na batalha contra a doença de Parkinson. Os cientistas descobriram que essa especiaria é a fonte de uma substância química que pode proteger o cérebro.
Nosso fígado converte substâncias da canela em benzoato de sódio, um medicamento aprovado e usado no tratamento de distúrbios neuronais. Em um estudo com camundongos no Centro Médico da Universidade de Rush, em Chicago, uma equipe de pesquisadores descobriu que a substância química, em seguida, entra no cérebro, interrompe a perda de proteínas que ajudam a proteger as células, resguarda os neurônios e melhora as funções motoras.
O chefe da pesquisa, professor Kalipada Pahan, disse ao Journal of Pharmacology NeuroImmune: “A canela tem sido amplamente utilizada como tempero em todo o mundo durante séculos. Isso poderia ser uma das abordagens mais seguras para deter a progressão da doença em pacientes de Parkinson". Pahan afirma que os testes mostraram que a canela-de-ceilão é a mais efetiva no tratamento, pois é mais pura.
Ele disse que o próximo passo é testar a canela em pacientes com a doença. O estudo mostrou que, após ter sido consumida, a canela em pó é convertida e, em seguida, penetra no cérebro, paralisando os chamados Park e DJ-1, protegendo assim os neurônios, além de normalizar os níveis de neurotransmissores, melhorando a função motora. Todos estes efeitos incríveis foram observados em ratos que sofriam dessa condição.
Pahan disse: "A compreensão de como essa doença funciona é importante para o desenvolvimento de medicamentos eficazes que protegem o cérebro e interrompem a progressão do mal de Parkinson".
A doença consiste em uma progressão lenta que afeta uma pequena área de células dentro do centro do cérebro, conhecida como “substância negra”. A degeneração progressiva dessas células provoca uma redução em um neurotransmissor químico vital chamado dopamina. A sua diminuição resulta em um ou mais dos sinais clássicos de doença de Parkinson, que inclui: tremor, mesmo em repouso, de um lado do corpo; lentidão de movimentos; rigidez dos membros; e problemas de equilíbrio.
A causa da doença é desconhecida, mas tanto origens ambientais como genéticas têm sido especuladas pelos especialistas. Enquanto um em cada seis pacientes são diagnosticados antes dos 50 anos, é geralmente considerada uma doença que atinge adultos mais velhos, afetando uma em cada 100 pessoas com mais de 60 anos de idade.

Fonte: DailyMail Foto: Divulgação / DailyMail

Jornal da Ciência