sábado, 22 de novembro de 2014

Se eu fosse socialista seria diferente dos outros socialistas.

Ilustre Júlio César Garcia, eu não aprecio a agressividade nos comentários, mas tirando-a dos comentários dos outros, o quê prevalece é a indignação. Eu sinto muito, mas não consigo vislumbrar nenhum combate a miséria. Esse programa do Bolsa Família tem uma função parecida com a do picolé, ou seja, “chupa logo senão derrete”. Ora, mensalmente, o governo agrada milhões de pobres que continuam pobres. No meu sentir, desde o início, os governos perderam a grande chance de, efetivamente, fazerem algo sério e relevante. Sim imaginemos que mensalmente, o governo empenha uma fortuna no Bolsa Família, essa se direcionada em programas do tipo agrovilas, certamente, os seus efeitos agradariam a todos os brasileiros. A meu ver, a maioria dos brasileiros aprovaria, pois haveria expectativa de futuro. Hipótese: uma agrovila abrigaria 50 famílias em qualquer município brasileiro. O Minha Casa Minha Vida construiria as casas; Ministério da Educação: escola; Ministério da Saúde: posto de saúde. O Ministério da Agricultura ofereceria o suporte técnico, ou seja, ensinaria ou atualizaria as famílias no sentido de aprenderem ou reaprenderem a trabalhar no campo. Obs. “projetemos a hipótese para os 5.564 municípios”. Eu não tenho dúvidas, a maior parte da alimentação básica, já sairia dos próprios quintais. Por fim, se você analisar o contexto do exposto poderá ter a impressão de que sou socialista, porém, eu lhe garanto que não sou. Explico: os socialistas do Brasil, não conseguem empreender conforme a minha hipótese. Grande abraço.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Podcast: Amazônia perdeu 42 bilhões de árvores nos últimos 40 anos


Pesquisador do Inpe fez as contas: desmatamento representa menos duas mil árvores por minuto e tem impacto direto na crise da água
O pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Antônio Nobre, foi o entrevistado no Tarde Nacional. Ele é o responsável pelo recém-lançado estudo “O Futuro Climático da Amazônia”, que apresenta números alarmantes.
Segundo a pesquisa, nos últimos 40 anos, a Amazônia perdeu 42 bilhões de árvores, o que significa menos duas mil árvores por minuto. Assim, fica impossível não relacionar os dados com a crise hídrica e a seca pelas quais passa o Brasil atualmente.
Nobre confirma que não é coincidência: uma árvore grande da Amazônia chega a evaporar mil litros de água em apenas um dia. Se calcularmos todas as árvores da bacia amazônica, a quantidade de vapor que vai pra atmosfera corresponde a 20 bilhões de toneladas de água por dia (mais que o Rio Amazonas coloca no Oceano Atlântico no mesmo período).
Segundo o pesquisador, “o desmatamento sem limites encontrou no clima um juiz que sabe contar árvores, não esquece e não perdoa”.

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Confira aqui o relatório na íntegra!
O programa Tarde Nacional vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h, na Rádio Nacional da Amazônia. A apresentação é de Juliana Maya.
Produtor – Juliana Maya e Roberta Timponi
Publicado no Portal EcoDebate, 04/11/2014



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Incentivo para recuperação de cobertura florestal está na pauta da CRA


Valores gastos pelo produtor rural na preservação ou recuperação de mata nativa poderão passar a ser deduzidos do Imposto de Renda, em montante equivalente a até 20% do valor devido. É o que prevê projeto que está na pauta da reunião desta quinta-feira (30) da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), às 8h30.
O incentivo à preservação e recuperação de áreas florestadas consta de substitutivo do relator, Waldemir Moka (PMDB-MS), a oito projetos de lei do Senado (PLS) que tramitam em conjunto, sendo três de 2007 (131142 e 304), quatro de 2008 (3464,65 e 78) e um de 2009 (483).
Além da dedução de Imposto de Renda, o substitutivo estabelece outros incentivos, como juros menores em financiamentos públicos. Quanto maior for a área de vegetação nativa mantida, em relação à área total da propriedade, maior poderá ser a redução de juros sobre crédito rural concedido ao proprietário rural.
Os incentivos fiscais e creditícios valem para recuperação de áreas de preservação permanente (APP), como as matas ao longo dos rios e no entorno de nascentes e lagos, e também para proteção de remanescentes florestais e áreas de refúgio para a fauna local, por exemplo.

Agrotóxico de baixa periculosidade

Os senadores da CRA também devem votar substitutivo ao projeto (PLS 679/2011) que cria a Política Nacional de Apoio aos Agrotóxicos e Afins de Baixa Periculosidade.  O objetivo do texto em votação é incentivar o uso de agrotóxicos pouco ou não tóxicos ao ser humano, menos danosos ao meio ambiente e que resultem em produtos agropecuários e florestais mais saudáveis.
O substitutivo prevê estímulos para pesquisas que resultem em novos agrotóxicos de baixa periculosidade, sejam naturais ou sintéticos, com recursos dos fundos nacionais de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Meio Ambiente. Também determina que sejam criados programas de incentivos a indústrias para a produção desses agrotóxicos menos nocivos, bem como apoio técnico e creditício aos agricultores que utilizarem os produtos.
A proposta já recebeu aprovação das Comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O PLS 679/2011 precisa passar por duas votações na Comissão de Agricultura, antes de seguir para exame pela Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado

Opinião: considerando que a Educação Ambiental ainda deixa a desejar quanto a conscientização, importante por na balança a motivação e o interesse pelo incentivo. Ressalte-se, muitos preferem a supressão da floresta em face do lucro presente e não futuro.