segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Ossami Sakamori BlogSpot.com: Bomba! Petrobras terá de pedir recuperação judicia...

Ossami Sakamori BlogSpot.com: Bomba! Petrobras terá de pedir recuperação judicia...: Crédito da imagem: Estadão Para Mark Mobius, presidente executivo da gestora "Franklin Templeton Emerging Markets", segundo...



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Governo atropela direitos para viabilizar barragem do rio Tapajós

    Sala da audiência pública estava lotada. Pessoas que não conseguiram entrar ficaram do lado de fora.  (© Greenpeace)
Eu penso que os governos devem dar exemplos de respeito a Legislação Ambiental, pois a inobservância não permite vislumbrar as consequências. Ora, se para construir uma barragem, a lei determina um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), esses devem ser obedecidos nos seus mínimos detalhes. 

Eu penso que o Ministério Público Federal e Estadual devem publicitar suas ações na proteção do meio ambiente, independentemente, de quem estiver fazendo vistas grossas à legislação. A negligência, certamente, acarretará prejuízos, e esses afetarão a qualidade de vida no presente, bem como no futuro. 

Um exemplo prático todos testemunhamos, basta atentarmos para os prejuízos que foram causados com o rompimento da Barragem de Fundão. Infelizmente, a catástrofe que extinguiu Bento Rodrigues do mapa, não conseguiu sensibilizar setores importantes do governo.

Sim, isso mesmo, vez que o MPF convidou a Eletrobras, Ibama, ICMBio, Ministério do Minas e Energia e Fundação Nacional do Índio (Funai) para Audiência Pública, com vistas a Barragem de Tapajós. Os convidados não enviaram representantes. Resta perguntar: se o governo não demonstra interesse na proteção do meio ambiente, que autoridade terá para exigir que cidadãos protejam a mata ciliar de um pequeno curso de água?
Obs.: a opinião acima decorre do artigo constante do EcoDebate. Acessem o artigo...


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Mar das Ilusões

Certa vez, um menino seguia com seu pai pelos caminhos que entrecortavam a fazenda, onde moravam na condição de meeiros. Na verdade, a verdadeira agricultura familiar. Hum..... e isso no período do governo militar. Na medida em que caminhavam, passavam por um trecho de pastagem, onde só havia capim gordura. Você conhece capim gordura? Não! Ele tem esse nome porque é macio e se alguém lhe passa as mãos, essas ficam gordurosas. Hum..... hoje não tem mais capim gordura, talvez, tenha sido extinto, assim como os tizius que apreciavam aquele ambiente. Você conhece tizius? 

Mais adiante, o menino e seu pai pararam de frente a uma plantação de arroz, esse, popularmente, conhecido como bico preto da cana rocha. O arroz, já havia alcançado altura de mais ou menos 1.5m, e por conta disso quase não se avistava o menino. Nesse dia ventava bastante e o vento no arrozal fazia ondas.

O pai levado por segundos de inspiração disse ao filho: “me disseram que o mar é desse jeito”. Como assim indagou o filho? O pai respondeu: ah, me disseram que o mar, às vezes é verde e cheio de ondas, assim, igualzinho ao nosso arroz. Os dois ficaram um bom tempo viajando na imaginação, e nesse dia, o arrozal se transformou em mar, na verdade um verdadeiro oceano. Enquanto olhavam o oceano sonhavam com um futuro promissor, óbvio, por justiça, uma vez que eram dedicados trabalhadores.

Infelizmente, o tempo passou, a agricultura familiar acabou e a política de mercado fez-se extinguir as colônias, escolas e os coretos que ficavam bem de frente as capelas, onde havia sino de corda afixado num poste.  O pai do menino, jamais conheceu o verdadeiro mar, pois não havia como, mas conheceu sim outro mar, qual seja, o mar das ilusões. Isso, isso mesmo, pais e filhos sempre viveram iludidos, uma vez que sempre acreditaram que o próximo governo, talvez, pudesse ser melhor.

Hoje, infelizmente, há milhares de pais e meninos que vivem próximos ao mar e ali tentam sonhar. Alguns seguem o caminho do bem enquanto outros seguem o caminho do mal. Esses últimos, normalmente, se transformam em marginais, e assim, são tratados. As margens virulentas da pobreza hereditária decorrem da ausência de compreensão daqueles que dão suporte ao imenso mar das ilusões.

Por conseguinte, eu que também um dia fui menino fico a pensar que nos mares ou rios em que vivemos, ficamos as margens, pois não nos permitem embarcar nos navios que com pujança transpõem as ondas enormes. Sim, aquelas que produzem diferenças sociais. Na opinião do menino, a única solução seria trocar os líderes, aqueles que sempre se posicionam frente à Roda do Leme, e a faz girar conforme os ventos dos interesses pessoais.