quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Governo atropela direitos para viabilizar barragem do rio Tapajós

    Sala da audiência pública estava lotada. Pessoas que não conseguiram entrar ficaram do lado de fora.  (© Greenpeace)
Eu penso que os governos devem dar exemplos de respeito a Legislação Ambiental, pois a inobservância não permite vislumbrar as consequências. Ora, se para construir uma barragem, a lei determina um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), esses devem ser obedecidos nos seus mínimos detalhes. 

Eu penso que o Ministério Público Federal e Estadual devem publicitar suas ações na proteção do meio ambiente, independentemente, de quem estiver fazendo vistas grossas à legislação. A negligência, certamente, acarretará prejuízos, e esses afetarão a qualidade de vida no presente, bem como no futuro. 

Um exemplo prático todos testemunhamos, basta atentarmos para os prejuízos que foram causados com o rompimento da Barragem de Fundão. Infelizmente, a catástrofe que extinguiu Bento Rodrigues do mapa, não conseguiu sensibilizar setores importantes do governo.

Sim, isso mesmo, vez que o MPF convidou a Eletrobras, Ibama, ICMBio, Ministério do Minas e Energia e Fundação Nacional do Índio (Funai) para Audiência Pública, com vistas a Barragem de Tapajós. Os convidados não enviaram representantes. Resta perguntar: se o governo não demonstra interesse na proteção do meio ambiente, que autoridade terá para exigir que cidadãos protejam a mata ciliar de um pequeno curso de água?
Obs.: a opinião acima decorre do artigo constante do EcoDebate. Acessem o artigo...


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