segunda-feira, 8 de maio de 2017

Povo indígena Gavião denuncia ameaças por parte de madeireiros no Maranhão

Foto de arquivo
Por Luanda Belo, da Radioagência Nacional

A não demarcação de terras indígenas que resultou no confronto entre Gamelas e fazendeiros no município de Viana não é um fato isolado. Os conflitos pela posse da terra acontecem até em territórios já demarcados pela Funai, como é o caso da Terra Indígena Governador, em Amarante, no Maranhão. Lá, o povo Gavião é constantemente ameaçado pela ação de madeireiros. Confira na reportagem especial:
A Terra Indígena de Governador, em Amarante do Maranhão, na região sudoeste do estado, é uma área de quase 42 mil hectares, onde vivem indígenas da etnia gavião e Tenetehara.

Apesar de regularizada pela Funai, não impede a livre circulação de madeireiros. São pelo menos quatro pontos de retirada de madeira. O antropólogo Maycon Melo, que realiza um estudo sobre a etnia há quatro anos, diz que o povo está acuado dentro da sua própria terra.
Em março deste ano, os indígenas José Caneta Gavião e Sônia Vicente Gavião foram atropelados e mortos por um caminhão de madeireiros. Em um ano, foi a terceira morte por atropelamento. O cacique Evandro Luís diz que os indígenas consideram uma represália.
O cacique denuncia, ainda, outras mortes, como a de Joel Gavião.
Os índígenas contam que já denunciaram a situação aos órgãos competentes, mas não obtiveram respostas. Cansados de ver suas terras sendo invadidas e esperar por fiscalizações mais frequentes da Funai, o povo Gavião formou um grupo para monitorar e proteger o seu território: os guardiões.
O coordenador do grupo, Marcelo Gavião, fala das perdas do território indígena.
*Até o fechamento desta reportagem, não obtivemos resposta da Funai sobre a ação de madeireiros na região, ameaças sofridas pelos índios ou sobre a ação do grupo indígena organizado para monitoramento da área.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/05/2017

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